Vejo o amor...
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Vejo o amor em cada esquina
Em cada ruela
Ou numa qualquer tela
Sentimentos pintados
Ficcionados
Numa série de televisão
Fogo ardente vivendo da paixão
Vejo o amor trocar de nomes
De moradas
Pessoas hoje amadas, amanhã odiadas
Sem despedidas, almas despidas
Que ficam na solidão
Para outras
Meros momentos de tesão
Vejo o amor a ser declarado
Por uma semana
Por um mês
E depois é passado
“Próximo”
Como se o amor fosse uma fila de supermercado
Vejo o amor a não ser valorizado
Poemas que acabam no lixo
Sem emoção
Sentimento abalado
Sem o peso das palavras
Almas trocadas
Habitando em jogos de sedução
Mas o amor, esse, parece perdido
Apenas à procura de um bom partido
Mas como? Se o amor quer-se por inteiro
E meu amor prometido?
Talvez surja só lá para janeiro…
