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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Desencanto

15.10.23, MM
Perdi-me no encanto que hoje se fez desencanto Naveguei nos mares invioláveis que se tornaram domáveis Infringi as leis do retorno e sem adorno Quebrei as leis da atração Que fiz eu meu coração? Que fiz eu meu coração…   Bati no fundo do meu ser Intermitências alucinantes entre o viver e o morrer Dor que não apazigua, insinua Num rio que corre mas não desagua Mar feito de lágrimas incandescentes Minha alma feita de estrelas cadentes Sem luz, sem rumo delineado Chorando sob (...)

Madrugada

13.08.23, MM
Esperei por ti na hora marcada Onde os sonhos são possíveis  As estrelas são visíveis E o grilar é o som da madrugada   Queria-te aqui, agora, neste momento Plantarmos nos campos este meu sentimento Vê-lo florescer a cada nova madrugada Onde o silêncio ecoa na noite estrelada   Queria o teu rosto a tapar o sol que me ilumina E no teu sorriso viver o que a vida nos ensina Que dois corações juntos a palpitar é a felicidade Vem nesta madrugada matar-me a saudade   Caminho na (...)

Vento do Norte

25.06.23, MM
Vou vivendo em fogo cruzado Chamas ardentes que teimam em queimar Pensamentos que alucinam no coração E eu sem noção Sigo caminhos desnorteados Tentando a absolvição alcançar Mas não me assiste a razão E eu vou vivendo em sentimentos ostentados Que não consigo controlar    Talvez o meu destino esteja trilhado Talvez o vento do norte esteja delineado   Caio, levanto e teimo em continuar No horizonte há sempre alguém com aquele olhar Fogosidades de quem me tenta intimidar Mas (...)

O coração e a razão

10.11.22, MM
  Habitam em mim sentimentos que não consigo decifrar Bichinhos carpinteiros cozinhando o meu destino Que desatino Palavras enredadas em teias que não consigo soletrar Nem sílabas, nem frases, nem noites ao luar Somente uma dor, um ardor Inexplicável, implacável  Que trespassa o âmago do meu ser Sem amanhecer, sem anoitecer E eu, só queria saber a razão Das gaivotas fugirem da tempestade Ai que saudades De sentir o coração ao vento Perdido no tempo Voando nas asas da liberdade Sentind (...)

Tempestade

14.09.22, MM
Chove torrencialmente Águas furiosas trazidas pelo vento Suposições nefastas assolam o meu pensamento Deuses irados lançando o veneno da serpente Que visão proeminente Caos instalado num vazio inusitado Apocalipse afogado num mar turbulento Ilusões de óptica perdidas em pecado  Mas o coração não mente São lágrimas de sofrimento, sem alento Ausências tuas no meu acordar Aguardando uma mensagem tua Que tarda em chegar Numa manhã sem sol, sem madrugada Nem pássaros a cantar A (...)

Pauta musical

09.06.22, MM
Solto os acordes que prendem-me à vida Dedilhados em choros de melodias teimosas São lágrimas que no coração perfuram Sentimentos perdidos de uma vida sentida Entrelaçados nas cordas de tardes chuvosas Sonidos aleatórios que no tempo perduram   Viajo nas intermitências de uma pauta musical Caminhos tortuosos que me levam à tua essência Rendo-me aos encantos do canto primordial E no despir da alma, perco a decência Que eloquência  Visões extraordinárias perpetuadas no meu olhar (...)

E a vida passou...

12.09.21, MM
  Deixei passar as águas do rio sem nunca as abraçar Contemplei no infinito as estrelas sem nunca as desenhar Corri contra o vento sem nunca o atravessar E hoje, lembro-me das sementes que me esqueci de cultivar   Passou por mim o tempo a correr Desvaneceu-se no ar parte do meu ser Lembranças perdidas em cada amanhecer Palavras sentidas de uma boca a tremer   Tudo na vida eu vi passar Passagens do tempo que no meu corpo ficaram tatuadas Esquecimentos, alentos, sofrimentos Alegrias, (...)

E os ventos já não sopram...

27.08.21, MM
E os ventos já não sopram Barcos já não vão para o mar Velas já não são içadas Esmorece-se na maresia o olhar   E os ventos já não sopram No horizonte não há poeira no ar Silêncios dormentes que sufocam Almas que não conseguem acalmar   E os ventos já não sopram Já não fazem o balão voar Olhar triste de uma criança  Perdida em sonhos de encantar   E os ventos já não sopram Aprisionados em redemoinhos e furacões Tornados transformados em ilusões Deuses (...)