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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Insanidades

06.04.24, MM
Acordo estremunhado ao som da chuva que cai copiosamente. Forço novamente o sono mas a espertina já se tinha instalado. No meu pensamento apenas surge a tua imagem e o meu desejo de te ter aqui. Dou voltas na cama como se procurasse o calor do teu corpo, como quem procura a serenidade de um abraço aconchegante, daquele beijo carinhoso. O barulho de um carro a trabalhar na rua interrompe os meus pensamentos e questiono-me que horas serão. Seis da manhã e já há quase uma hora que me (...)

Ausência

22.08.22, MM
Escrevi os nossos nomes na areia E pedi ao mar para os levar Até ti, à tua presença Mas partiste para outro lugar Onde não te consigo encontrar E no abafado horizonte, apenas a tua ausência Que me dilacera o coração De não te ter, aqui, ao pé de mim De mãos dadas, a passear por um qualquer jardim   Escrevi os nossos nomes na areia Na esperança de te ver Qual deusa, qual ninfa, qual sereia Quimera perdida na maresia Esfumaçando dentro do meu ser De tanto te quer, assim, para mim (...)

No meu colo

24.07.22, MM
  Senta-te no meu colo e diz que me desejas Beijo-te o pescoço enquanto latejas Viaja no meu corpo sei que o almejas Vendo-te os olhos, não quero me me vejas   Imagina, a minha mão na tua “menina” Dedos atrevidos em movimentos circulares Universo de sentidos em prazeres lunares Respiração ofegante, calor sufocante Roupa perdida, alma despida Desejo carnal, volúpia magistral E mais um beijo numa dança sensual   Não te quero desse jeito, põe-te assim, de costas para mim! Que (...)

O que ouves no teu silêncio?

11.05.21, MM
  Quando o absoluto silêncio se instala, o que ouves? O palpitar revigorante do coração? Os pensamentos intrínsecos da alma? Ou apenas o vazio? Diz-me… Tu que tens certezas inabaláveis  Portadora de conhecimentos inigualáveis Vivências de sabedorias inimagináveis  Dogmas de verdades invioláveis Quando o silêncio se instala, o que ouves?   Mas será que sabes mesmo?  Como podes saber se não vives o que sinto Se apenas tens a teoria estereotipada Descrita em livros em (...)

Destino ou acaso?

15.04.21, MM
  Não sei como descrever ao que por norma se designa com o nome de destino, nem mesmo a suposta razão da passagem do tempo.  Destino: “Combinação de circunstâncias ou de acontecimentos que influem de um modo inelutável. = FADO, FORTUNA, SINA, SORTE” Tempo: "Série ininterrupta e eterna de instantes"   Acordei a meio da noite completamente mal disposto e com uma daquelas dores de cabeça horríveis. Reflexos físicos dos estados de ansiedades e dos nervos, aos quais tinha (...)