Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Pode o amor escolher a idade?

17.11.25, MM
Pode o amor escolher a idade? Se jovem, dizem ser imaturo Um frio na barriga sem futuro  Um simples grito de liberdade Na velhice, dizem já ser tarde Um motivo para esconder a solidão  Sentimentos sem qualquer noção    Mas pode o amor escolher a idade? Sim, não, talvez Histórias de "era uma vez" Mas o amor, esse, surge de forma repentina Mais fugaz que a voz do ardina  Anunciado que o amor anda no ar Mas isso, o coração já sabe Quando sente "aquele" palpitar  Mas afinal, (...)

Vejo o amor...

28.09.25, MM
Vejo o amor em cada esquina Em cada ruela Ou numa qualquer tela Sentimentos pintados Ficcionados Numa série de televisão  Fogo ardente vivendo da paixão    Vejo o amor trocar de nomes De moradas Pessoas hoje amadas, amanhã odiadas Sem despedidas, almas despidas Que ficam na solidão  Para outras Meros momentos de tesão    Vejo o amor a ser declarado Por uma semana  Por um mês  E depois é passado “Próximo” Como se o amor fosse uma fila de supermercado    Vejo o amor a (...)

Ostentação

29.03.25, MM
Pessoas sem vida Vida sem pessoas Humanidade perdida Humildade vencida  Ideais rendidos, vendidos Aos que só sabem criticar Incapazes de criar  De engrandecer  De agradecer De fazer o próximo prosperar Pessoas sem vida Vida sem pessoas Que se acham sempre com razão  Amargurada solidão  De quem ostenta Mas nada representa Neste universo infinito  Cacos reduzidos ao ínfimo  Sem sonhos Sem prosperar Sem luz no coração  Sem o fogo da paixão  Pessoas sem vidas Vida sem pessoas Ap (...)

Ilusão de São Valentim

06.02.25, MM
Não virás no dia prometido  E o amor não andará no ar Para os meus lados, pois claro Que o amor habita em qualquer lugar  Serei chama apagada Vela acesa numa mesa vazia Lençóis imaculados Para o dia dos namorados  Mas será breve ilusão  Noite fria queimando o coração  Solidão  De quem espera e desespera Não é um buraco é uma cratera Que eu não consigo escapar Deste sentimento agonizante Que me está a afogar  E eu? Só queria afogar-me no teu beijo Boca com boca  To (...)

Dores de amor - parte 2

18.08.24, MM
Os sonhos desvanecem a cada respirar  E eu sinto que estou num contra-relógio De te querer e não te poder ver De te sentir e não te poder tocar  E eu apenas vejo o tempo passar Distância que aumenta Alma que não se alimenta  Do teu sorriso Do teu abraço  E em mim só sinto o cansaço  À espera do juízo final    Já não cantam os pássaros na madrugada  Já desvaneceu a nossa floresta encantada Apenas a poeira paira no ar  Que não deixa respirar E eu sinto-me a afogar E (...)

Insanidades

06.04.24, MM
Acordo estremunhado ao som da chuva que cai copiosamente. Forço novamente o sono mas a espertina já se tinha instalado. No meu pensamento apenas surge a tua imagem e o meu desejo de te ter aqui. Dou voltas na cama como se procurasse o calor do teu corpo, como quem procura a serenidade de um abraço aconchegante, daquele beijo carinhoso. O barulho de um carro a trabalhar na rua interrompe os meus pensamentos e questiono-me que horas serão. Seis da manhã e já há quase uma hora que me (...)

Dilemas e poemas

17.03.24, MM
Sou feito de poemas Retratos de uma vida passada Memórias à beira da autoestrada A ver a vida passar   O caminho está tão perto De me salvar da minha salvação Mas estou preso ao coração  De quem não sabe se há de ir ou ficar   E assim prossigo entre poemas Caminhos trilhados entre dilemas Sentimentos enclausurados há muito tempo Fragmentos de mim  Pensamentos envolvidos em lençois de cetim Fantasias que nunca passaram de um contratempo    Embriago-me em mais um poema Sí (...)

Contratempo

03.07.23, MM
Percebes que haverá sempre um contratempo Para quem és apenas um passatempo  Que não sente em si a saudade Nem tão pouco a vontade De se perder nos teus braços De sentir no seu corpo os teus amassos   Serás sempre um contratempo Uma história que alguém nunca irá escrever Página em branco amarrotada em desculpas De quem nem tão pouco sente as culpas De saber que está a fazer sofrer   Vives na eterna desculpa do contratempo Do cansaço, do embaraço,  De quem passa o tempo a adiar (...)

Não me procures

28.04.23, MM
Não me procures na decência que quem perdeu a essência de quer amar Somos retalhos perdidos, barcos tingidos a fugir das ondas do mar Silêncios profundos ecoados na densa maresia e quem diria Que me afundei nas areias movediças que tatuavam o teu nome no meu coração E eu sem noção, fui perdendo o chão   Não me procures nas histórias escritas nas entrelinhas das águas salgadas Refluxos que em redemoinhos apagaram nossos pergaminhos Quadros pintados em tons de pastel Menina (...)

Equilíbrio

16.03.23, MM
Vamos aos poucos perdendo o equilíbrio da vida. Quando nos perguntam se estamos bem, está supostamente predefinido dizer que sim, porque é isso que as outras pessoas esperam ouvir, de forma a que cada um possa prosseguir o seu caminho, sem aquele constrangimento de não ter tempo para ouvir os dramas e os dilemas de outra pessoas, tanto mais, que todos nós já carregamos a nossa cruz. Mas muitas vezes aquele "estou bem" é o primeiro grito de um apelo mudo mas desesperado à espera (...)