Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Murmúrios

21.01.25, MM
Ouço os murmúrios da alma emanados Gritos eloquentes num silêncio visceral Prelúdio de sentimentos enclausurados E o amor? Mas quem quer saber do amor afinal?   Murmuram as pedras da calçada  Onde as lágrimas foram feitas reféns Palavras cuspidas na noite calada Mas nem uma sílaba pronunciada Apenas sentimentos chorados E o amor? O amor padeceu no manto estrelado   Sinto na pele os murmúrios do teu respirar E no meu corpo ainda vive o perfume do teu abraço  Mas que embaraço  (...)

O silêncio imperou...

15.01.25, MM
O longe não se fez perto O impossível não se tornou possível  A ansiedade deu lugar à saudade E o amor partiu para um lugar incerto    Os planetas não se alinharam Os sinos não tocaram a rebate  Os pássaros não apregoaram a primavera Os amantes se separaram A amizade fez xeque-mate E o amor virou uma quimera   Não houve jantar à luz das velas E o retrato desvaneceu-se em aguarelas O beijo prometido não aconteceu A esperança se aprisionou O amor enlouqueceu O silêncio imperou

Esmorecer

06.02.24, MM
Vivemos entre o ápice e o eterno Onde os silêncios se propagam no infinito  Aguardamos serenamente aquele abraço fraterno Que nos faça esquecer o inferno Que é viver num espaço circunscrito   Rogamos aos deuses do Olímpo impiedoso A luz que nos acalenta a íntima esperança E como numa brincadeira de criança Pedimos às estrelas aquele desejo majestoso   E num ápice vemos a vida por nós passar Memória enrugadas do que nunca aconteceu Pele pálida numa alma cálida Sonhos (...)

Ilusão

23.09.23, MM
Já não vejo o manto de estrelas que cobriam o céu Nem o por-do-sol que cobria o teu véu Desacreditei do amor, assim Folhas caídas num qualquer jardim Sem cor nem odor, carregadas de dor Da minha dor, do meu silêncio Mergulhado nas sombras do breu Que invadem a minha alma Nua, crua, sem essência Mera existência Perdida num qualquer lugar Sem versar o verbo amar   Já não vejo a primavera colorida Já não esvoaçam borboletas do meu estômago E eu sem âmago Vivo sem sentir o calor Ape (...)

Contemplar

12.04.23, MM
Contemplo no horizonte a passagem do tempo solar Dia que amanhece, dia que desvanece E é só mais um dia em que nada acontece   Contemplo nos segredos da noite o manto estrelar Desígnios escritos num papiro que lentamente envelhece Pensamentos aleatórios numa alma que se entristece   Contemplo o lusco-fusco absorvendo as ondas do mar Vazios ocultos num coração que solitariamente padece Gritos mudos que num silêncio sepulcral prevalece   Contemplo tudo aquilo que não posso contemplar (...)

Silêncios

29.06.22, MM
Silêncios Que na alma fazem gritos  Murmúrios de um vazio atroz  Suplícios na casa dos malditos Que no vácuo projetam a sua voz   Silêncios  De quem espera e desespera O passar dos dias avante Sem fantasia, sem quimera Sem um abraço reconfortante    Silêncios  Numa tela em tons de branco Memórias perdidas ao vento Contempladas num qualquer banco Numa vida sem qualquer alento   Silêncios  Feitos de revoltas contidas  Escritas em papiros de amarguras Sem asas para voar (...)

Já tudo fiz...

28.06.22, MM
Já dei amor a quem nunca o mereceu Já sofri por quem um dia se arrependeu Já fugi de quem me amou Já esperei por quem nunca voltou   Já me afoguei em lágrimas derramadas Já desesperei por palavras trocadas Já chorei em noites estreladas Já desiludi mulheres por mim apaixonadas    Já quis fazer amor a ver o mar Já desejei-te em noites de luar Já sonhei que me podias amar Já ousei perder-me no teu olhar   Já tudo fiz sem nada realizar Mar de emoções feito de ilusões Des (...)

Pauta musical

09.06.22, MM
Solto os acordes que prendem-me à vida Dedilhados em choros de melodias teimosas São lágrimas que no coração perfuram Sentimentos perdidos de uma vida sentida Entrelaçados nas cordas de tardes chuvosas Sonidos aleatórios que no tempo perduram   Viajo nas intermitências de uma pauta musical Caminhos tortuosos que me levam à tua essência Rendo-me aos encantos do canto primordial E no despir da alma, perco a decência Que eloquência  Visões extraordinárias perpetuadas no meu olhar (...)

Primavera, poesia e esperança

29.03.22, MM
E se o mundo da primavera fizesse esperança  E o sonido das armas fosse o riso de uma criança E se as palavras proferidas fossem apenas poesia Escrita nas entrelinhas nas ordens demandadas Canhões mágicos disparando apenas fantasia Corações atingidos por balas extravasadas Feitas de amor e alegria   E se o perfume da primavera chegasses aos corações Inércias de quem mata desconhecendo as razões Vidas desfeitas, almas imperfeitas Obscurantismo, sonambulismo, fanatismo E onde (...)

Silêncios

03.02.22, MM
Silêncios Murmúrios gritantes de uma alma revoltada Sentimentos perpetuados numa noite de luar Choros desassossegados pela pessoa amada Rasgando compulsivamente do dicionário o verbo amar   Silêncio! Que se cale a voz emanada do coração Sofreguidão, solidão, sempre a mesma ilusão Acabar o dia numa cama a chorar, desilusão Porquê? Diz-me apenas porquê Silêncios enclausurados numa vida imperfeita Caminhos descruzados em encruzilhadas perfeitas Acordar, adormecer, sonambulismos (...)