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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Enlouquecer

04.08.23, MM
Não posso ser o teu ponto de abrigo Se as minhas lágrimas tu não podes abrigar Sou mera quimera que se esfumaça quando te vais deitar   Não posso ser teu guarda-costas Quando de mim os teus lábios tentas proteger Sou apenas o fruto proibido que te recusas a comer   Não posso ser o teu chão  Se nele não nos podemos enrolar Sou as areias movediças onde te estás a enterrar   Não posso ser a tua lembrança Se no teu coração me tentas esquecer Sou apenas aquela memória que (...)

Fragmentos

03.01.21, MM
Não sei se é o princípio do fim ou o fim de um princípio que nunca chegou a acontecer… não aconteceu? Como dizer que algo não aconteceu se foi vivido intensamente em cada momento partilhado, em cada sentimento embrenhado desejando ser libertado? Como esquecer o teu olhar, a tua forma de estar… como esquecer este desejo de amar… de te amar… Que forças cósmicas terei que desafiar para compreender esta nossa estranha forma de amar? Que viagem no tempo terei que efetuar para (...)

Inesquecível

27.12.20, MM
  Queria perder-me  Nos braços de quem me ama Beijar a tua boca Sentir-te na minha cama   Queria sentir o amor Paixão de fogo ardente Enrolados no cobertor  Até o corpo ficar dormente   Mas tu não entendeste Partiste e rapidamente esqueceste Hoje sou uma memória Perdida na minha própria história Sou fogo afogado na paixão Mar revolto feito de ilusão Só me resta dar a mão à palmatória Ilusória,  perentória  Nunca foste minha Nunca podias ser Forço o tempo tentando te (...)

Tua imagem

18.10.20, MM
Contemplo a tua imagem numa tela, numa pintura  Amor platónico dividido entre a felicidade e a amargura Um sonho sonhado mas nunca realizado  Um desejo ardente que nunca se tornou permanente   Toco suavemente o teu rosto no meu imaginário Tentando alcançar o teu corpo, a tua alma, o teu coração Mas sou apenas um peixe preso num aquário Ave de rapina encalhado no seu estuário  Memória de um tempo passado… trespassado… Ser inanimado sem qualquer reação   Tento tocar-te… (...)