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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Lágrimas

09.06.23, MM
Em quantas camas terás ainda que dormir Para perceberes que não são feitas de sentimentos São meros aconchegos imaginários que um dia te farão partir Areias movediças onde afogas os teus lamentos   Quantas lágrimas terá o teu rosto que derramar Num coração amargurado que não pára de sangrar Sonhos desfeitos ecoados no teu olhar Quimeras perdidas de quem apenas desejava amar   Em quantos corpos terás ainda que tocar Quantas bocas terás ainda que beijar Quantos orgasmos (...)

Já não sinto..

21.11.21, MM
  Já não sinto a eloquência das manhãs frenéticas Onde da alma brotavam silenciosamente palavras poéticas Ânsias intemporais que nas linhas do tempo ousava escrever Sentimentos eternizados no amanhecer que não consegui viver     Já não sinto o corpo ardendo de desejo, do ensejo do teu beijo Já não sinto a alma cintilando, extravasando, voando Já não sinto corpo, já não sinto a alma, apenas estados hipnóticos  Sonambulismos traçados por caminhos caóticos  Sem rumo (...)

Tudo eu julguei

28.09.21, MM
Julguei as estrelas que me amparavam nas noites sombrias Sem saber que o faziam Julguei a lua por me inspirava na inércia da minha escrita Murmúrios que eu pensava que ali jaziam  Julguei os rios por estarem tão frios Mas eram apenas reflexos gélidos que em mim adormeciam   Julguei as forças cósmicas, culpei o cupido  Setas de uma amor envenenado que cultivavam o meu jazido Julguei as bruxas, os druidas,  as feiticeiras   Amaldiçoado o fogo das suas fogueiras Julguei os (...)

Rio

06.06.21, MM
Rio… Que nos silêncios das tuas águas lês os meus pensamentos Que conheces os meus segredos e tormentos Que desnudas a minha alma dormente Sabedora do meu amor eloquente E no entanto Quando te pergunto, porquê? Remetes-te ao silêncio profundo Murmurando, conspirando, ignorando o meu mundo O meu sofrimento, o meu lamento.   As águas onde chorei já passaram Já vão distantes Retidas nas recordações dos amantes Em que apenas as memórias ficaram... Mas és rio, majestoso, corres (...)