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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Ternura

31.05.23, MM
  Queria percorrer os traços do teu rosto Desvendar os histórias que ele tem para contar Mas são segredos bem guardados no teu profundo olhar   Queria serenar as razões do teu desgosto Limpar os motivos que te fizeram desencantar Mas apenas observo as pedras da calçada a chorar   Queria ler os teus lábios em fogo posto O tal fogo ardente que ficou por incendiar Mas só sinto a maresia perdida nas ondas do mar   Queria amar-te nas quentes noites de agosto Levar-te ao céu, (...)

Ilusão de um amor

28.05.23, MM
Vivemos na ilusão de um amor profundo Eloquências de uma história vivida na eternidade Mistérios sagrados que nunca foram revelados Mas quando a noite cai, somes do meu mundo Fantasias desvanecem perante a atroz realidade Que só no mundo dos sonhos somos namorados   Vivemos num fogo alimentado por uma ardente paixão Corpos extasiados que se fundem tantricamente Libido orquestrados nos prazeres carnais Que sensação! Que tesão! Possuir os teus lábios molhados eternamente Fluxos, (...)

Mãe

17.05.23, MM
* Tinha este post preparado para o dia da mãe... mas no fundo, todos os dias são bons para ser dia da mãe!   Mãe é mãe, independentemente de ser biológica ou de coração, de estar casada, solteira ou inserida numa nova família, de ter a oportunidade de estar sempre presente ou estar longe por força das circunstâncias. Mãe é mãe, ontem, hoje e todos os restantes dias do ano. Mãe é mãe, seres com um coração infinito num amor incondicional em prol da felicidade dos filhos. M (...)

E a vida passou...

17.05.23, MM
Andei perdido na minha própria solidão Monotonia agreste que emergiu sem paixão E a vida passou...   Ocupei o tempo em dilemas sem solução  Preenchi os espaços num manto feito de ilusão E a vida passou...   Semeei no ardido deserto as sementes da frustração Caminhei sobre as águas do sol nascente a desilusão E a vida passou...   Assisti ao passar dos dias sem qualquer emoção Aprisionei todos os sentimentos oriundos do coração E a vida passou...   Hoje? Sou uma quimera (...)

Não me procures

28.04.23, MM
Não me procures na decência que quem perdeu a essência de quer amar Somos retalhos perdidos, barcos tingidos a fugir das ondas do mar Silêncios profundos ecoados na densa maresia e quem diria Que me afundei nas areias movediças que tatuavam o teu nome no meu coração E eu sem noção, fui perdendo o chão   Não me procures nas histórias escritas nas entrelinhas das águas salgadas Refluxos que em redemoinhos apagaram nossos pergaminhos Quadros pintados em tons de pastel Menina (...)

Palavras singelas

16.04.23, MM
diz-me o que entendes por amor que de amor eu não entendo nada aguardo a chegada da noite escura  mas só ouço o silêncio da madrugada e ela apenas mostra-me a dor que no tempo grava e perdura   fala-me dos teus singelos sentimentos das tuas tardes passadas à beira-mar a ouvir os conselhos que ele tem para te dar são apenas maresias envolta em dias cinzentos que invadem o meu dia mundano palavras projetadas num tempo insano   confessa-me os teus amores antigos paixões (...)

Inseguranças

12.04.23, MM
  Habitam em mim inseguranças que não consigo controlar Sentimentos aprisionados que gostaria de os declarar Mas a timidez não me deixa avançar São aquelas coisinhas que mexem com o coração Que nos deixam indecisos se estamos no inverno ou no verão Suspiros sufocantes Ânsias exaltantes Vida feita de nós Que não consigo desatar E então nós? Queria envolver-te no meu abraço Apertado, mas sem apertos no coração Prender-te com um laço Amarras feitas de paixão Frio na (...)

Contemplar

12.04.23, MM
Contemplo no horizonte a passagem do tempo solar Dia que amanhece, dia que desvanece E é só mais um dia em que nada acontece   Contemplo nos segredos da noite o manto estrelar Desígnios escritos num papiro que lentamente envelhece Pensamentos aleatórios numa alma que se entristece   Contemplo o lusco-fusco absorvendo as ondas do mar Vazios ocultos num coração que solitariamente padece Gritos mudos que num silêncio sepulcral prevalece   Contemplo tudo aquilo que não posso contemplar (...)

Coisas do coração

02.04.23, MM
Escrevo razões que o meu coração desconhece Palavras envoltas na densa maresia Que me amaria? Vida minha que na passagem do tempo desvanece   São amores de outros tempos, de outros lugares Cantigas de amigo que só de amigos não se querem fazer Querem o encanto do carnal prazer Amantes ancestrais que se emaranham em outros mares   Escrevo palavras, sílabas tónicas, atónicas, platónicas Como todos os meus amores parecem ser Mas que posso eu querer Se o meu destino parece (...)

Equilíbrio

16.03.23, MM
Vamos aos poucos perdendo o equilíbrio da vida. Quando nos perguntam se estamos bem, está supostamente predefinido dizer que sim, porque é isso que as outras pessoas esperam ouvir, de forma a que cada um possa prosseguir o seu caminho, sem aquele constrangimento de não ter tempo para ouvir os dramas e os dilemas de outra pessoas, tanto mais, que todos nós já carregamos a nossa cruz. Mas muitas vezes aquele "estou bem" é o primeiro grito de um apelo mudo mas desesperado à espera (...)