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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Poesia de ti

15.06.24, MM
Fui poesia de ti Que nunca soubeste ler Foram apenas cantigas de amigo De escárnio e maldizer E eu só queria as cantigas do teu amor  Mas nem isso consegui escrever  Sílabas esvoaçantes em papiros dourados Versos perdidos em ventos rasgados Simbiose carregada de dor…   Foste poesia de mim  Cantos que no encanto me perdi Sílabas afónicas  Manto do que eu senti Escritas neste frenesim  Fantasiadas em lençóis de cetim Mas que eu nunca vivi Meras quimeras crónicas    Fomos (...)

Insanidades

06.04.24, MM
Acordo estremunhado ao som da chuva que cai copiosamente. Forço novamente o sono mas a espertina já se tinha instalado. No meu pensamento apenas surge a tua imagem e o meu desejo de te ter aqui. Dou voltas na cama como se procurasse o calor do teu corpo, como quem procura a serenidade de um abraço aconchegante, daquele beijo carinhoso. O barulho de um carro a trabalhar na rua interrompe os meus pensamentos e questiono-me que horas serão. Seis da manhã e já há quase uma hora que me (...)

Agosto

02.08.23, MM
Hoje, apetecia-me sentir o teu doce abraçar Como quem abraça a eloquência das noites perdidas Efervescências que fazem o meu coração suspirar Noites quentes, amores ao luar Cabelos ao vento sentindo a brisa do mar Respirações ofegantes em almas despidas Histórias vividas em vielas escondidas   Hoje, apetecia-me invadir as saliências do teu corpo arrepiado Corpos entrelaçados em melodias de encantar Danças eloquentes em desejos que se querem libertar “mais duas bebidas por (...)

Ilusão de um amor

28.05.23, MM
Vivemos na ilusão de um amor profundo Eloquências de uma história vivida na eternidade Mistérios sagrados que nunca foram revelados Mas quando a noite cai, somes do meu mundo Fantasias desvanecem perante a atroz realidade Que só no mundo dos sonhos somos namorados   Vivemos num fogo alimentado por uma ardente paixão Corpos extasiados que se fundem tantricamente Libido orquestrados nos prazeres carnais Que sensação! Que tesão! Possuir os teus lábios molhados eternamente Fluxos, (...)

Perdoem-me...

21.02.23, MM
Perdoem-me se amei em demasia Na ânsia de também querer ser amado Fiz da minha vida uma fantasia Delírios de um amor sonhado   Perdoe-me se me preocupei quando não devia De tanto querer proteger, cuidar e amar Fiquei perdido na densa maresia À espera que alguém me viesse salvar   Perdoe-me se não consegui dar-vos o céu E se apenas viram em mim a noite breu  Se não consegui oferecer-vos as estrelas ou a lua Se apenas vos mostrei o jardim no fundo da rua   Perdoe-me se não vos (...)

Sonho

21.01.23, MM
Perco-me na tua beleza que me prende o olhar Vaga-lumes cintilantes que me deixam aluado, suspirado E eu, só queria estar ao teu lado   Moves-te no meu pensamento sensualmente  E eu observo-te maravilhado feito menino adolescente Enfrentando timidamente o seu primeiro amor Ai que calor!   Tento disfarçar o indisfarçável Palpitações alucinantes em batimentos estonteantes E eu hipnotizado com o teu sorriso Vagueio sem saber onde tenho o juízo   Viajo pelos teus cabelos esvoaçantes Fei (...)

Floresta encantada

18.01.23, MM
  Ouso percorrer os trilhos da floresta encantada em busca da minha musa de inspiração. Ouço o palrar dos pássaros que cochicham sobre histórias de velhas alcoviteiras e dos velhos do Restelo, que infelizes com os seus amores, amaldiçoaram e profanaram aquele lugar, e todos aqueles que acreditam no verdadeiro amor. Mas a floresta encantada é um lugar sagrado, protegido por árvores centenárias conhecedoras dos segredos universais, braços estendidos que se abraçam em plena (...)

Entre estações

14.01.23, MM
Não me procures nos dias frios de inverno Se em ti não houver chama que eu possa acender Nem dos dias quentes de verão Se o meu toque não fizer a tua pele arrepiar Procura-me quando a minha saudade em ti bater Sufocos ritmados de um coração a palpitar Na ânsia urgente dos meus lábios beijar   Não me procures na ilusão das quentes cores outonais Nem nas sedutores tardes primaveris  Onde os passarinhos cochicham coisas banais E as minhas poesias são apenas palavras triviais Pro (...)

Pensamentos

06.11.22, MM
No que pensas quando bate a saudade E as luzes da cidade se apagam Onde os sonhos ganham as asas da liberdade E as almas em dormências se embriagam   No que pensas quando te envolves na tua almofada Segredos revelados de uma alma atormentada Que não dorme, chora Em silêncios afogados Ansiando a chegada da madrugada Que não chega, nem a alma aconchega Sentimentos aprisionados em calabouços zarpados Para alto mar, que ninguém pode chegar Inacessível ao que sente o coração Mas ele sente Ele não mente