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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Sentimentos escondidos

24.06.21, MM
  Escrevia sem saber se me lias Agora que sei, não sei o que escrever Fico a olhar para a folha branca, vazia Embriagado em ternas lembranças De um coração carregado de esperanças Mas são apenas reflexos da minha propria apatia   Vou tentar escrever nas entrelinhas do amor Sentimentos escondidos nos veios de uma flor Serão apenas revelados na palma da mão A quem nas linhas da vida souber ler a minha sina De uma paixão escondida no coração   E no entanto, aqui estou eu a revelar-me (...)

Rio

06.06.21, MM
Rio… Que nos silêncios das tuas águas lês os meus pensamentos Que conheces os meus segredos e tormentos Que desnudas a minha alma dormente Sabedora do meu amor eloquente E no entanto Quando te pergunto, porquê? Remetes-te ao silêncio profundo Murmurando, conspirando, ignorando o meu mundo O meu sofrimento, o meu lamento.   As águas onde chorei já passaram Já vão distantes Retidas nas recordações dos amantes Em que apenas as memórias ficaram... Mas és rio, majestoso, corres (...)

Ilusões da vida

29.04.21, MM
    Não vivas o que podia ter sido Vive o que ainda pode vir a ser Nesta vida ninguém está condenado A viver apenas para sofrer    Falam dos amantes que se envolveram em noites de loucuras Mas ninguém quer falar das relações vividas de amarguras Das ilusões esfriadas nos quentes corações Dos sonhos que um dia viraram desilusões   Julgamos que a cruz temos de carregar Por escolhas do longínquo passado Prisioneiros de barcos sem timoneiros Águas evaporadas num qualquer chuveiro Perdidos em lágrimas de desencanto

Rapazinho de sorriso rasgado

11.02.21, MM
  Chovia torrencialmente naquela tarde. O céu em tons de breu fazia lembrar os filmes apocalípticos, onde literalmente o dia parecia ter sido engolido por uma noite de trevas. Perante aquele acontecimento repentino, havia pessoas completamente aterrorizadas, deambulando de um lado para o outro, tentando encontrar um porto de abrigo, abrigando-se como podiam ou recolhendo-se às suas casas.  No entanto, no meio daquele caos emergente, surgiu naquela rua quase inundada, um rapazinho de (...)