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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

O fim e o princípio

02.06.22, MM
Há assuntos complicados de falar, quer pela sua natureza, sensibilidade e repercussões. O divórcio significa quase sempre o fim de um percurso trilhado a dois, de projetos que um dia ficaram interrompidos abruptamente por uma ou ambas as partes, de sonhos que ficaram por realizar. Mas sempre tive consciência que são situações próprias da própria vida, de sentimentos que esmorecem, de trilhos que são traçados separadamente, de um conjunto por vezes extremamente complexo de (...)

Roda-viva

30.05.22, MM
Já faz algum tempo que simplesmente não consigo vir aqui, nem a este meu pequeno espaço, que também é o meu porto de abrigo, nem espreitar outras leituras que tanto me inspiram, mas recentemente a minha vida tornou-se numa roda-viva de emoções. Se os primeiros meses foram pautados por uma constante rotina frenética, em que os acontecimentos mais relevantes eram pautados pela nova  localização de um jogo ou peça de teatro. Ou seja, tudo em torno dos filhos. Acordar os (...)

Ser Pai

21.03.22, MM
Queria dissertar um pouco sobre o papel de ser Pai, escrever algo que fosse bem aceite pela sociedade ou dentro dos parâmetros esteriótipados que normalmente é atribuído o papel paternal . Mas sempre fui de fugir às regras, tanto mais que considero que o papel de um Pai é muito mais do que um simples guião por alguém que provavelmente nunca foi Pai. E na teoria tudo é muito relativo, pois cada pai é um pai e sente de forma diferente essa honra que o universo lhe concedeu. (...)

Melancolias

19.12.21, MM
Aguardo apático a chegada dos primeiros raios de sol. Sei que romperão por entre as estreitas fissuras dos estores que mantêm o meu quarto escuro, frio, na melancolia das noites vazias de essência, de vida, do amor. Tudo me parece tão previsível, tal qual um qualquer guião escrito a conta-gotas, pausado, reflexo dos eternos dias passados em tons cinzentos. Aconchego-me a um canto da minha imensa cama. “para que tanto espaço?” questiono-me impacientemente enquanto volto a (...)

Pertencer

05.12.21, MM
Pertenço ao mundo, à terra, à natureza Liberdade sonhada que defendo com firmeza Estradas imaginadas na sua infinita beleza Mapa de estrelas desenhadas com destreza   Pertenço às pessoas que me rodeiam Mulheres que por mim um dia se apaixonaram Corpos exaltados que na chama incendeiam Secretos desejos que no fogo se propagaram   Pertenço a quem ousa a minha alma tocar Amizade, amor, paixão, tudo vivido em liberdade Aldeias, vilas, cidades ou qualquer outro lugar E por onde (...)

15 minutos

27.07.21, MM
  15 minutos Foi o tempo que demoraste a responder ao e-mail que te enviei.  Sabes, os meus filhos “gozam” comigo por ninguém fala por e-mail hoje em dia, e no entanto, foi o único sítio onde não me bloqueaste, como se pretendesses deixar uma porta entre-aberta, uma forma pouco ortodoxa de não quebrar definitivamente a nossa ligação. Tinham passados 15 dias e eu não resisti a saber de notícias tuas. Não consigo, é mais forte do que eu. Estranho-me no trabalho, nos filhos, (...)

Ausências, intermitências, delinquências

01.07.21, MM
  Ausências, intermitências, delinquências Divagações vãs do meu estado de espírito Em clausuras trancado aguardando o veredito Qual pecado capital possa ter cometido Nesta ânsia que não me deixa viver Nesta agonia que só me faz sofrer   Como posso eu escrever sem musa de inspiração? De que vale os acordes de uma canção Sons chorados da minha singela viola Em perfumadas serenatas tocadas ao luar Se nem a minha alma consola Se nem a minha música te faz apaixonar   Debruç (...)

Sentimentos escondidos

24.06.21, MM
  Escrevia sem saber se me lias Agora que sei, não sei o que escrever Fico a olhar para a folha branca, vazia Embriagado em ternas lembranças De um coração carregado de esperanças Mas são apenas reflexos da minha propria apatia   Vou tentar escrever nas entrelinhas do amor Sentimentos escondidos nos veios de uma flor Serão apenas revelados na palma da mão A quem nas linhas da vida souber ler a minha sina De uma paixão escondida no coração   E no entanto, aqui estou eu a revelar-me (...)

Ser pai e os seus estereótipos - parte 4 (final)

14.06.21, MM
  (continuação...) O nascimento de um filho é sempre um acontecimento maravilhoso, comovente, de uma beleza e sentimentos ímpares,  e tudo o que aquela pai desejava, é que aquele novo ser viesse com saúde, esperando que tudo corresse bem. Tinha mais vez o privilégio de assistir ao parto. E assim foi, e mais uma vez, aquele pais, lutaram perante todas as adversidades pelo bem estar dos seus filhos. Mas essa luta teve um preço. enquanto lutava e tentava manter a família unida, (...)

Ser pai e os seus estereótipos - parte 3

13.06.21, MM
  (continuação...) Desta vez tudo foi diferente. Já não era mais um “pai de primeira viagem”. Tudo tinha sido planeado cuidadosamente. A caminha, o enxoval, a mochila para a estadia no hospital. Tudo preparado ao pormenor para a chegada de uma princesa. O parto, provocado, foi desta vez assistido pelo pai, um homem carregando um nervoso miudinho mas confiante e garantido que tudo correria bem. E naquele momento, ali estava ele, segurando aquele frágil ser, acabado de nascer, (...)