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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Saudade

09.12.25, MM
Loucos são os tempos que habitam na memória  Sombras que esvoaçam na minha intimidade  Sentimentos que nunca foram revelados Mas a vontade, essa Sempre foi de gritar a nossa história  Mas os gritos ficaram selados Na clandestinidade E como doi essa saudade Como um espinho cravado no meu coração  Que sangra Que é grama Tentáculos que se expandem  E me afogam a alma De tanto querer gritar ao mundo Este meu amor Profundo Por ti Mas não estás aqui E choro na intimidade  Esta dor E (...)

erotismo - doce cavalgar

23.11.25, MM
Sente no teu palpitar o seu pulsar  Aprecia, toca, investe Acaricia antes de montar Como quem despe a veste Serena, anseia Fixa os teus olhos no seu olhar Como se fosse a tua última ceia Domina, sente a sensação  Faz-te senhora da situação  Implode, explode  Desfruta o momento  Sente o seu alento Encaixa, sente o doce balançar Das ancas que dançam  Eloquentemente, freneticamente  Ao som do seu palpitar  Da respiração ofegante Da excitação constante De quem cavalga sem parar  Esp (...)

Penso...

19.11.25, MM
  Penso na vida Penso em ti Penso nos meus filhos  E em tudo o que já senti Penso tanto Que já nem sei o que pensar E no entanto, por enquanto  Penso no quanto eu te queria amar   Penso nos sonhos que ficaram por realizar Nos beijos que não chegámos a dar Nas lutas que travei Para aqui chegar E no entanto, por enquanto  Parece que nada conquistei Triste sina Triste fado Acreditar que podia ser o teu amado   Caminho nesta noite fria de outono Folhas que padecem em meu redor Árvo (...)

Pode o amor escolher a idade?

17.11.25, MM
Pode o amor escolher a idade? Se jovem, dizem ser imaturo Um frio na barriga sem futuro  Um simples grito de liberdade Na velhice, dizem já ser tarde Um motivo para esconder a solidão  Sentimentos sem qualquer noção    Mas pode o amor escolher a idade? Sim, não, talvez Histórias de "era uma vez" Mas o amor, esse, surge de forma repentina Mais fugaz que a voz do ardina  Anunciado que o amor anda no ar Mas isso, o coração já sabe Quando sente "aquele" palpitar  Mas afinal, (...)

Encantamento

12.11.25, MM
Encanto o que me encanta E se um dia me encantei por ti De tão encantado que fiquei Juro que até chorei No dia em que parti   Foi um encanto encantador Que muitos chamam de dor Mas para mim, foi amor Encantamento enfeitiçado  Sonhos de um menino  Que sonhava em ser o teu namorado    Foi um fogo lento Num desejo arrebatador Uma paixão que em mim ainda arde Feito de amor maior E das conversas que tínhamos até tarde Ainda hoje guardo com saudade O teu sorriso encantador

A rosa da minha viola

29.10.25, MM
Dedilho as cordas da minha viola Devaneios sonoros do meu jardim Onde embalo a tua imagem até mim Serás rosa Mas rosa não podes ser Porque se eu tocar no teu nome Tendes novamente a desaparecer Uma rosa envolta em magia  Que um dia picou o meu coração  Que sangra, que sangra… Talvez por minha cobardia Ironia ou fantasia Ou toques imaginados desta secreta paixão  Envolvidos numa suave melodia Assim são os acordes da minha viola Que não toca, chora Sílabas de amor Embriagadas, (...)

Margem

22.10.25, MM
Não voltes ao precipício  Onde um dia foste feliz  São coisas do passado  Que não aconteceram por um triz Prelúdios de uma noite Que nunca aconteceu  E onde hoje são meras lembranças  De um sonho que era só meu   Não procures os abismos Onde habita a saudade São mouras encantadas Ninfas disfarçadas  Desnudadas em sensualidade  Que encantam o desencanto E no entanto  Continuam a caminhar Para o abismo  Pois claro  Réplicas de um sismo Que nunca chegaste a despertar    (...)

Quando me perco no teu olhar

02.10.25, MM
No encanto que me encanta Quem um dia me fez encantar  Perco-me no canto Que a minha alma canta Quando me perco no teu olhar   São versos, são prosas Sílabas libidinosas Escritas em ancestrais ardósias Mas poeta não posso ser  Sem a minha musa de inspiração  E eu quero o bater do coração  As arritmias, as fantasias A pele arrepiada Sedenta do teu beijo Poesias líricas Doce arpejo Melodias desgovernadas Nas entrelinhas do teu corpo Que o meu corpo anseia tocar Mas vivo no (...)

Vejo o amor...

28.09.25, MM
Vejo o amor em cada esquina Em cada ruela Ou numa qualquer tela Sentimentos pintados Ficcionados Numa série de televisão  Fogo ardente vivendo da paixão    Vejo o amor trocar de nomes De moradas Pessoas hoje amadas, amanhã odiadas Sem despedidas, almas despidas Que ficam na solidão  Para outras Meros momentos de tesão    Vejo o amor a ser declarado Por uma semana  Por um mês  E depois é passado “Próximo” Como se o amor fosse uma fila de supermercado    Vejo o amor a (...)

Outono

24.09.25, MM
caem as folhas solenemente no agasalho do meu coração procuram secretamente um porto de abrigo um aconchego  um delírio uma paixão um afável apego alguém que lhes dê a mão   caem as folhas sensualmente esvoaçando no meu imaginário corpos despidos ao luar dançando eroticamente desejos primários lançando a semente de quem anseia um dia se tornar gente   caem as folhas violentamente levadas por poesias iradas vozes do antigamente que se querem fazer presente em quadras trocadas (...)