Saudade
09.12.25, MM
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Loucos são os tempos que habitam na memória
Sombras que esvoaçam na minha intimidade
Sentimentos que nunca foram revelados
Mas a vontade, essa
Sempre foi de gritar a nossa história
Mas os gritos ficaram selados
Na clandestinidade
E como doi essa saudade
Como um espinho cravado no meu coração
Que sangra
Que é grama
Tentáculos que se expandem
E me afogam a alma
De tanto querer gritar ao mundo
Este meu amor
Profundo
Por ti
Mas não estás aqui
E choro na intimidade
Esta dor
Esta saudade