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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Rio

06.06.21, MM

rio.jpg

Rio…

Que nos silêncios das tuas águas lês os meus pensamentos

Que conheces os meus segredos e tormentos

Que desnudas a minha alma dormente

Sabedora do meu amor eloquente

E no entanto

Quando te pergunto, porquê?

Remetes-te ao silêncio profundo

Murmurando, conspirando, ignorando o meu mundo

O meu sofrimento, o meu lamento.

 

As águas onde chorei já passaram

Já vão distantes

Retidas nas recordações dos amantes

Em que apenas as memórias ficaram...

Mas és rio, majestoso, corres apressado para o mar

Transportas memórias de amores impossíveis

De palavras que nunca foram audíveis

Também outras lágrimas em ti caíram

De amores que um dia acaram

Outros tantos que nunca surgiram

E tu?

Assistes indiferente à passagem do tempo

A quem a ti confessou o seu lamento

Mas sabes, rio!

Eu conheço o teu curso, por onde vais passar

E a mensagem que em ti deixei

Um dia alguém a poderá encontrar!

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