Relatividade
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Observo tudo à mesma distância
Bom Jesus, Sameiro, a lua
E no ar sinto a mesma fragrância
Do teu perfume
Que em mim acende este lume
Desejo insano de te deixar nua
De alma despida
De corpo desnudado
Dançando de forma atrevida
Envolvências entre o profano e sagrado
Observo tudo à mesma distância
Entre a relatividade e a saudade
Ilusões de proximidade
Fantasia
Quimera
E quem me dera
Que a distância não fosse uma utopia
Observo o infinito
Vejo, mas não o alcanço
E em mim não habita o descanso
Apenas uma alma em sobressalto
Um coração a transbordar
Uma paixão ardente no meio do asfalto
Respiração ofegante
Sangue a fervilhar
Desejo sufocante
De em ti adormecer e acordar