Oh lua, oh luar,

Sigo os caminhos da noite escura que me invade a alma
Soltam-se em mim os desejos carnais que ouso desfrutar com calma
Becos, dunas, mansões ou meras casas abandonadas
Antros de prazer amordaçados por saias amarrotadas, molhadas
Feitiços hipnóticos protagonizados pela cheia lua
Eu aqui, desejo ardente, eloquente, de nos meus braços ter-te nua
Desnudada, enfeitiçada, atiçada, mordendo o isco, arrebitada
Corpos exaltados, excitados, roçando o clímax da tesão
Fogo ardente percorrendo as entranhas da paixão
Oh lua, oh luar,
Encantamento da fera que ousa se libertar
Loba com o cio na emergência do prazer, de acasalar
Toque ardente, emergente, fantasia latente
Oh lua, oh luar
Toca no meu íntimo e vem-me… amar?
Amor provocador emergido no teu calor
Quero-te em mim e eu quero-te em ti
Agora, já, sem mas nem porquês, neste momento
Desfrutar no teu corpo todo o meu arrebatamento
E no êxtase final abraça-te com todo o sentimento
Caídos, exaustos, embebidos no deleite prazeroso
Entrelaçados num abraços sentido e gostoso
Abençoados pela lua, e eu contemplando-te nua
Beleza ímpar que faz o meu coração disparar
Perdido do teu sorriso, e eu sem juízo, roubo-te mais um beijo
Fruto do meu desejo, do meu ensejo
De nos teus braços pernoitar
Oh lua, oh luar…
