Liberdade

Desperto em mim silêncios à muito adormecidos
Embalados na trágica melodia do quotidiano
Correrias que acabam por afogar os sentidos
Vagueando num qualquer centro urbano
Hoje dei liberdade aos pensamentos da alma
Doces memórias que me devolvem a calma
Extravagâncias nos tempos modernos
Mergulhados em longos invernos
Aprisionados nos próprios infernos
Olhando o horizonte ouço a consciência
Que me fala de lugares inimagináveis
Águas cristalinas em luminescência
Protegidas por segredos infindáveis
Convidando-me a entrar, libertar
Quebrar o elo ao mundano
Que não me deixa respirar
Hoje abro os braços ao vento
Perder-me nos encantamentos do tempo
Sentir na brisa aquele abraço
Que desata o nó, que vira laço
Que me aqueça a alma e o coração
Que me abraça forte e com emoção
pensamentos II
