Dói a saudade
![]()
A chuva cai…
Cai incessantemente na minha saudade
E dói…
E como doi de verdade
Não te ter aqui
Ao pé de mim
Passeando de mãos dadas num qualquer jardim
Mas dói
Dói até onde a dor não consegue alcançar
Para além das intermitências da alma ferida
Quimera perdida
E eu?
Eu ainda aqui estou perdido no teu terno olhar
Desde os tempos ancestrais
Até hoje
Horas, minutos, segundos
Tempo contado sem pontos finais
Mas o tempo, esse, pouco importa
Se a dor da saudade atravessa a eternidade
E como dói de verdade
Ainda sonhar ser o teu namorado
Mas isso, já soa a insanidade
Triste este meu fado
E a chuva,
Essa, continua a cair incessantemente
Indiferente
À minha dor
Indiferente
Ao meu amor…