Como um sonho de encantar
11.08.25, MM
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Já não consigo manipular a matéria
Nem o sangue me fervilha em qualquer artéria
Sou uma alma caminhando à deriva
Num corpo moribundo
Falta-me as palavras, falta-me a saliva
Falta-me o beijo
E um sentimento profundo
Que me mate este desejo
De tanto querer a tua boca
Na minha, pois claro
Línguas entrelaçadas
Loucas, desvairadas
Ardências, urgências, convergências
Ponto do meu ser
Centro do teu prazer
Eu em ti e tu em mim
Loucuras em lençóis de cetim
Sedução, paixão, ofegante respiração
Exaustão, satisfação
E por fim
Abraçar, serenar
E em ti permanecer
Doce adormecer
Como um sonho de encantar