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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Ansiedades... (o desfecho)

03.04.21, MM

MM ansiedades 2 cópia.jpg

 

https://fragmentosdemiguelmoreno.blogs.sapo.pt/ansiedades-22331

Continuação...

Aquele dia passou angustiante na vã esperança de receber a tua aguardada mensagem. Mas a inércia do tempo foi implacável e nem mesmo as minhas preces foram ouvidas, talvez não tenham ecoado por todo o universo até ti. Foi um dia repleto de felicitações e no entanto, de um vazio quase insuportável.

Já em casa, a magia parecia enfeitiçada pela dormência, reflexos brutais da tua ausência, da tua essência, aguardando quase em desespero apocalíptico o som estridente do telemóvel com uma simples mensagem tua. Mas no compasso do tempo o prenúncio de um desfecho mais que previsível. Nem mesmo o degustar de um copo de vinho conseguia afogar as mágoas, permanecendo praticamente imaculado em cima de uma mesa já deserta. Na varanda observava o intenso luar que serenava a minha alma e na ligeira brisa fantasiava o teu terno abraço, embebido no imaginário do teu sorriso, transportando numa viagem alucinante de felicidade, percorrendo campos e vales, rios e mares, por entre estrelas e universos, talvez transmitindo apenas o calor do teu corpo, o palpitar do teu coração, uma eloquente paixão…

Os dias passaram e eu apenas sentia o teu pensamento em mim. Como é isso possível? Estaria a alucinar? Terias de facto esquecido a minha existência? Estaria a minha intuição completamente errada?

Já quase num fulminante desespero da alma surgiu a tua  mensagem, e consequentemente todo o meu estado de espírito mudou! Mil pensamento assolaram o meu ser, a minha alma, o meu coração. Respirei fundo, serenei e finalmente surgiu a coragem para abrir o e-mail. Não, não te tinhas esquecido, apenas “preferi esquecer”. Afinal sempre estive no teu pensamento e, nesse fim de semana, até vieste visitar a “minha floresta encantada”. Confesso que nesse dia estive várias vezes à janela, lembrando aquele maravilhoso dia em entraste na minha rua, apenas porque me tinhas visto ao longe. Sorria encantando com as lembranças, estando em concordância com a alegria das pessoas, que desfrutavam do ar livre e da “minha” floresta. Talvez o destino não considerasse que nos devêssemos encontrar, talvez com receio das loucuras que pudesse provocar.

Hoje acordei em completa serenidade e harmonia, numa eloquência hipnotizante, como antídoto para os desafios da própria vida. Talvez tenha viajado por nuvens de algodão doce, mergulhado em sonhos de encantar, atravessando jardins perfumados envolvidos no suave toque da seda. 

Amanhã logo se vê… talvez os passarinhos sussurem ao teu coração, talvez as flores conspirem entre elas até uma cair na tua mão, talvez uma suave brisa faça chegar aos teus lábios este meu desejo de os beijar, de te abraçar, de me envolver e de te amar…

Talvez regressem os intermináveis dias de incertezas e de dúvidas infindáveis…

Talvez seja um caminho armadilhado, uma utopia, uma quimera...

Mas amanhã logo se vê, na certeza porém, de que hoje voltarei a  sonhar contigo… meu amor 

 

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