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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Ilusões da vida

29.04.21, MM
    Não vivas o que podia ter sido Vive o que ainda pode vir a ser Nesta vida ninguém está condenado A viver apenas para sofrer    Falam dos amantes que se envolveram em noites de loucuras Mas ninguém quer falar das relações vividas de amarguras Das ilusões esfriadas nos quentes corações Dos sonhos que um dia viraram desilusões   Julgamos que a cruz temos de carregar Por escolhas do longínquo passado Prisioneiros de barcos sem timoneiros Águas evaporadas num qualquer chuveiro Perdidos em lágrimas de desencanto

Ausência

11.04.21, MM
E quando não tenho notícias tuas O mundo parece não girar A vida dá voltas ao contrário Falta o tempero do amor Falta o combustível da alma E no meio de tanta dor Nem os poemas parecem rimar   Ansiedades tomam conta do meu ser Desesperos embebidos no meu sofrer Dia lindo e eu aprisionado na solidão Pássaros que se esqueceram de cantar E nem mesmo a “minha” floresta de encantar Consegue apaziguar os dramas do coração   Dizem que o tempo tudo cura Que tenho que dar novas (...)

Em ti renascer

08.04.21, MM
Houve um tempo em que era mar Altivo, soberbo, majestoso Força da natureza, virtuoso Sedutor, charmoso Hoje sou maresia Serenidade e poesia Envolto na minha própria fantasia   Talvez seja poeira Pólen de flores em esquecimento Paradas no tempo, perdidas no momento Em que de mim fugiste, partiste Talvez seja fumaça de uma fogueira extinta Velho comboio que já não tilinta Uma moldura de um quadro já sem tinta   Mas onde estou eu no teu pensamento? Que lugar ocupo no teu coração  Sere (...)

Sonhador

28.03.21, MM
    Por vezes priorizamos sentimentos Que cabem na palma da mão Pedacinhos de coisa nenhuma Vazios mergulhados em tormentos Que nos esfriam o fervoroso coração De quem à solidão se acostuma   Não consigo aceitar a suposta verdade De quem diz viver em estrondosa felicidade Com o coração fechado para o amor Retratando alegremente a ausência de dor   Como poderei viver sem amor Se é ele que me alimenta, alenta Que me salva desta tormenta? Como poderei viver sem o amor Se é o (...)

Ser pai!

20.03.21, MM
por vezes ser pai é um murro no estômago arrancado a ferros no seu mais profundo âmago é ser impotente perante as adversidades olhar para os filhos sem mostrar fragilidades porque um homem não chora... não chora? que ideia mais estereotipada, enraizada “bruta-montes” sem sentimentos “papões” que apenas causam medos aos olhos da sociedade que apenas assim consideram um pai de verdade… mas ser pai é muito mais que isso não é fazê-los e depois dar “chá de sumiço" (...)

Beijo na face

18.03.21, MM
... não foi apenas um simples beijo dado na face... foi a sensação de quase sentir o sabor dos teus lábios, o teu cheiro, a delicadeza da tua pele, o palpitar do teu coração...    Ai se aquele singelo beijo falasse e pudesse contar o turbilhão de emoções provocadas por todo o meu corpo, se pudesse contar a violência com que se entranhou no coração que imperativamente despoletou uma tórrida paixão, que me fez viajar por entre eloquências proibidas, por desejos (...)

aqui vou eu outra vez

25.02.21, MM
  1,2,3 aqui vou eu outra vez   caio, levanto e prossigo ainda não é desta que escrevem no meu jazido e mesmo que ao longe pressinta o perigo avanço destemido sem receio do inimigo   1,2,3 aqui vou outra vez   percorro caminhos de antigos guerreiros perpetuados nas estrelas valentes timoneiros memórias vivas que não me deixam cair que me fazem regressar quando quero partir e mesmo quando quero abalar, chorar ouvem os meus lamentos, tormentos sentimentos difíceis de explicar   (...)

Liberdade

30.01.21, MM
Desperto em mim silêncios à muito adormecidos Embalados na trágica melodia do quotidiano Correrias que acabam por afogar os sentidos Vagueando num qualquer centro urbano Hoje dei liberdade aos pensamentos da alma Doces memórias que me devolvem a calma Extravagâncias nos tempos modernos Mergulhados em longos invernos Aprisionados nos próprios infernos   Olhando o horizonte ouço a consciência Que me fala de lugares inimagináveis Águas cristalinas em luminescência Protegidas (...)