Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Vejo o amor...

28.09.25, MM
Vejo o amor em cada esquina Em cada ruela Ou numa qualquer tela Sentimentos pintados Ficcionados Numa série de televisão  Fogo ardente vivendo da paixão    Vejo o amor trocar de nomes De moradas Pessoas hoje amadas, amanhã odiadas Sem despedidas, almas despidas Que ficam na solidão  Para outras Meros momentos de tesão    Vejo o amor a ser declarado Por uma semana  Por um mês  E depois é passado “Próximo” Como se o amor fosse uma fila de supermercado    Vejo o amor a (...)

Outono

24.09.25, MM
caem as folhas solenemente no agasalho do meu coração procuram secretamente um porto de abrigo um aconchego  um delírio uma paixão um afável apego alguém que lhes dê a mão   caem as folhas sensualmente esvoaçando no meu imaginário corpos despidos ao luar dançando eroticamente desejos primários lançando a semente de quem anseia um dia se tornar gente   caem as folhas violentamente levadas por poesias iradas vozes do antigamente que se querem fazer presente em quadras trocadas (...)

Tempo

16.09.25, MM
temos pouco tempo, amor e no entanto temos todo o tempo do mundo para esquecermos esta dor que nos torna moribundos perdidos em desencantos em desamores pobres corações sonhadores   temos pouco tempo, amor e no entanto temos toda a eternidade para matarmos esta saudade corpos entrelaçados eternos namorados e se o tempo não chegar reiniciamos reinventamos renascemos nas noites de luar por entre abraços apertados beijos demorados adormecer e acordar ao teu lado, pois claro sorrir e pensar (...)

Dói a saudade

10.09.25, MM
A chuva cai… Cai incessantemente na minha saudade E dói… E como doi de verdade Não te ter aqui Ao pé de mim Passeando de mãos dadas num qualquer jardim Mas dói Dói até onde a dor não consegue alcançar  Para além das intermitências da alma ferida Quimera perdida E eu? Eu ainda aqui estou perdido no teu terno olhar Desde os tempos ancestrais Até hoje Horas, minutos, segundos Tempo contado sem pontos finais Mas o tempo, esse, pouco importa Se a dor da saudade atravessa a (...)

Teu corpo desnudado - erotismo

30.08.25, MM
Viajo pelo lado obscuro da lua Pensamentos lascivos invadem a minha mente Que eloquente Ousar imaginar-te nua Corpo desnudado ao luar Livre, afoito Caminhando devagar Ansiando o coito Heresias ou fantasias Que importa, que interessa Se é santa ou travessa  Se na hora do prazer Quer ser mulher devassa  Soltar o grito arrebatador Leviandades que fazem furor Mas eu quero mais Mais amor dentro de mim De ti, de nós  Acariciar todas as pétalas do teu jardim Lentamente ou vigorosamente  Q (...)

Tenho tantos poemas para te enviar

30.08.25, MM
tenho tantos poemas para te enviar mas poeta eu não sou sou apenas um mero mortal a tentar,  a tentar dizer-te que ainda aqui estou do outro lado do teu mural!   tenho tantos poemas para te enviar palavras que nunca tive coragem de te dizer e o que fazer a este amor que não consigo controlar? será ternura? será loucura? sentimentos extravasados do coração feitiços encadeados numa qualquer conjuntura tenho tantos poemas para te enviar mas não adianta não me lês nem a alma ne (...)

Relógio encantado

28.08.25, MM
Mede-me o tempo nas artérias dançantes Sílabas esvoaçando entre antíteses e metáforas  E nos ponteiros do relógio encantado  Viajam dois olhares penetrantes Ora hipérboles ora anáforas Exclamações trocadas em lábios molhados   Mede-me o tempo no palpitar do coração Sangue bombeado em interjeições de prazer E eu sem saber Vou-me até ti E no entanto, disse-te que te esqueci, mas menti Pensamentos envoltos em fantasias Mas toda a minha vida é feita de ironias   Mede-me (...)

E mesmo que chova, dança!

27.08.25, MM
faz do impossível o possível na possibilidade de um alcance maior num mundo mergulhado no previsível não te contentes em ser um ser menor   liberta as amarras que prendem o teu saber sonha, age, conquista o teu lugar vence os obstáculos, mostra o teu querer foca-te nos objetivos que desejas alcançar   não andes depressa demais mas não percas tempo num qualquer caminho há sonhos a conquistar e muito mais mesmo que o caminho seja feito sozinho   não percas a fé, a esperança e (...)

Não te quero dizer adeus mas...

23.08.25, MM
Não te quero dizer adeus mas… Será que ainda lês aquilo que eu escrevo  Palavras sentidas geradas no meu coração  Mas a continuar eu não me atrevo Se da tua parte não há nenhuma reação    Não te quero dizer adeus mas… Não sei lidar com a tua indiferença  E parece que tenho que pedir sempre licença  Para me poderes responder  Aquela mensagem que tanto desejava receber   Não te quero dizer adeus mas… Já mal tenho notícias tuas Nem sei se ainda tens fotos (...)

O amor quando é de verdade

21.08.25, MM
O amor quando é de verdade Não prende, não sufoca  É ter toda a liberdade Para partir, para voar E mesmo assim, no meio do caos, decidir ficar Ao lado de quem se ama Sem reticências  Sem dramas Sem penitências    O amor quando é de verdade Não é feito de amarração De feitiços ou por obrigação Não evoca a pena Nem serve para preencher a solidão É ser luz nos dias cinzentos  Porto de abrigo quando o mundo quer desabar É ser presença, saber escutar  Aquele abraço amigo (...)