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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Pai sonhador

17.02.26, MM

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Sou a história que poucos querem ouvir

A verdade incómoda que fingem não ver

O lado oculto que tentam fazer esquecer

Vida de luta que alguns tentam destruir 

 

Sou pai, solteiro 

Com quatro filhos para cuidar

Sou pai, a tempo inteiro

Tentando juntar as metades quebradas

Que nos corações dos meus filhos permanecem

E disso muitos se esquecem

Que a vida não é só feita de telas pintadas

Vagueando numa tarde ensolarada

Ignorando a tempestade instalada

 

Sou a história que poucos querem ler

Mas que é feita de amor, de dedicação 

De renovação, de superação 

De quem bateu nu fundo e regressou

De quem todas as tempestades já enfrentou

 

Esta é a minha história, feita de poesia

Linhas escritas de esperança, de alegria

Por vezes até de dor

Pai sonhador

Que insiste, persiste, que não desiste

Mas do fundo da minha alma ainda emana

Aquele eterno sonho de menino 

De um amor e uma cabana

Eu e tu

17.02.26, MM

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Eu e tu

Éramos nós os dois

Essa era a nossa glória 

Essa seria a nossa história 

Que um dia ficou para depois 

 

Era eu e tu

Envolvidos numa secreta paixão

Um promissor romance de cinema

Mas perdemos-nos no dilema

Que me afogou na solidão 

 

Eu e tu

Talvez num outro dia, numa outra vida

Talvez até num novo amanhecer 

E se isso ainda acontecer 

Serás sempre bem-vinda

Felicidade

08.02.26, MM

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E se eu apaziguasse a tua dor

E tu apaziguasses a minha

Que frutos poderíamos colher

Que história de amor ainda poderíamos viver?

 

Diz-me

Se eu fosse a tua almofada

O teu aconchego

O teu confidente

A tua alma serenada

O teu abraço entrelaçado

A tua paixão eloquente

A tua brisa refrescante numa noite quente

 

E se o universo conspirasse a nosso favor

E perante os olhos do mundo fosse revelado o nosso amor

E se na dor que emana em nós

Desatássemos os nós

Fizéssemos um laço

De cumplicidade

De reciprocidade

Corpos entrelaçados numa dança sensual

E se no êxtase final,

Embalados num simples abraço,

Descobríssemos a felicidade?