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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Teu corpo desnudado - erotismo

30.08.25, MM

teu corpo desnudado - erotismo cópia.jpg

Viajo pelo lado obscuro da lua

Pensamentos lascivos invadem a minha mente

Que eloquente

Ousar imaginar-te nua

Corpo desnudado ao luar

Livre, afoito

Caminhando devagar

Ansiando o coito

Heresias ou fantasias

Que importa, que interessa

Se é santa ou travessa 

Se na hora do prazer

Quer ser mulher devassa 

Soltar o grito arrebatador

Leviandades que fazem furor

Mas eu quero mais

Mais amor dentro de mim

De ti, de nós 

Acariciar todas as pétalas do teu jardim

Lentamente ou vigorosamente 

Quero os movimentos oscilantes

As securas na garganta

As respirações ofegantes

Indecências, incandescência

Turbulências e outras urgências 

Do toque subtil

Das costas arranhadas

Da essência do teu cheiro

Do beijo ardente

Do teu rosto no meu travesseiro

Lençóis amarrotados

Corpos entrelaçados 

E a tal dança sensual

Até ao orgasmo final 

 

Sossego em mim esta fantasia

Que frenesim 

Imaginar-te à lua, nua 

Teu corpo desnudado só para mim…

Tenho tantos poemas para te enviar

30.08.25, MM

tenho tantos poemas para te enviar cópia.jpg

tenho tantos poemas para te enviar

mas poeta eu não sou

sou apenas um mero mortal

a tentar,  a tentar

dizer-te que ainda aqui estou

do outro lado do teu mural!

 

tenho tantos poemas para te enviar

palavras que nunca tive coragem de te dizer

e o que fazer

a este amor que não consigo controlar?

será ternura? será loucura?

sentimentos extravasados do coração

feitiços encadeados numa qualquer conjuntura



tenho tantos poemas para te enviar

mas não adianta

não me lês

nem a alma

nem o coração

nem as linhas do meu corpo

nem o sabor do meu beijo

nem o fogo da minha paixão

e o que fazer com todo este desejo?

 

tenho tantos poemas para te enviar

mas são meras palavras escritas em vão

sílabas choradas nas pedras da calçada

que maçada

acreditar que era meu o teu amor

que turbilhão que vai no meu coração

e eu aqui, solitário, de caneta e papel na mão

tentando recordar-me do verbo amar

tenho tantos poemas para te enviar

Relógio encantado

28.08.25, MM

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Mede-me o tempo nas artérias dançantes

Sílabas esvoaçando entre antíteses e metáforas 

E nos ponteiros do relógio encantado 

Viajam dois olhares penetrantes

Ora hipérboles ora anáforas

Exclamações trocadas em lábios molhados

 

Mede-me o tempo no palpitar do coração

Sangue bombeado em interjeições de prazer

E eu sem saber

Vou-me até ti

E no entanto, disse-te que te esqueci, mas menti

Pensamentos envoltos em fantasias

Mas toda a minha vida é feita de ironias

 

Mede-me o tempo que me vai na alma

Turbulência que no peito não acalma

Que paradoxo esta aliteração 

Anda, amor, andar de avião 

Mas não andamos, voamos

Como os ponteiros do tempo

Já é tarde para andar!

Diz o relógio encantado

Andar não 

Que eu queria-te no meu colo sentada

Encaixada

Entrelaçada

Como os ponteiros

Que de vez em quando ficam certeiros

Ansiando as doze badaladas

Justaposição de almas encontradas

E mesmo que chova, dança!

27.08.25, MM

e mesmo que chova dança cópia.jpg

faz do impossível o possível

na possibilidade de um alcance maior

num mundo mergulhado no previsível

não te contentes em ser um ser menor

 

liberta as amarras que prendem o teu saber

sonha, age, conquista o teu lugar

vence os obstáculos, mostra o teu querer

foca-te nos objetivos que desejas alcançar

 

não andes depressa demais

mas não percas tempo num qualquer caminho

há sonhos a conquistar e muito mais

mesmo que o caminho seja feito sozinho

 

não percas a fé, a esperança

e mesmo que chova, dança!

aproveita a viagem

a vida é muito mais que uma miragem

para quem se atreve a acordar e lutar

pela felicidade

a tua, pois claro!

que os abutres continuam lá fora

e não fazem tenções de ir embora

por isso, sonha, age, conquista o teu lugar

e  nunca percas a esperança

de viver um grande amor

porque amar é libertador

e mesmo que chova, dança!

Não te quero dizer adeus mas...

23.08.25, MM

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Não te quero dizer adeus mas…

Será que ainda lês aquilo que eu escrevo 

Palavras sentidas geradas no meu coração 

Mas a continuar eu não me atrevo

Se da tua parte não há nenhuma reação 

 

Não te quero dizer adeus mas…

Não sei lidar com a tua indiferença 

E parece que tenho que pedir sempre licença 

Para me poderes responder 

Aquela mensagem que tanto desejava receber

 

Não te quero dizer adeus mas…

Já mal tenho notícias tuas

Nem sei se ainda tens fotos minhas guardadas 

Ou se ainda  me procuras em todas as luas

Se me incluis nas tuas preces declamadas

 

Não te quero dizer adeus mas…

Não quero que me digas que não foste avisada

Que te queria para mim mais que uma simples amiga

No desejo secreto que fosses a minha eterna namorada 

O verdadeiro amor que o meu coração abriga

 

Não quero te dizer adeus mas…

Não sei se haverá mais algo a dizer 

Se não é comigo que queres viver…

O amor quando é de verdade

21.08.25, MM

O amor quando é de verdade cópia.jpg

O amor quando é de verdade

Não prende, não sufoca 

É ter toda a liberdade

Para partir, para voar

E mesmo assim, no meio do caos, decidir ficar

Ao lado de quem se ama

Sem reticências 

Sem dramas

Sem penitências 

 

O amor quando é de verdade

Não é feito de amarração

De feitiços ou por obrigação

Não evoca a pena

Nem serve para preencher a solidão

É ser luz nos dias cinzentos 

Porto de abrigo quando o mundo quer desabar

É ser presença, saber escutar 

Aquele abraço amigo

Que nos faz reiniciar 

 

O amor quando é de verdade

Está nos pequenos gestos

Nas trivialidades quase sem importância

Pequenos toques que tocam a alma

Sorrisos que nos fazem perder o juízo

Olhares que nos olham como quem analisa uma radiografia

E quem diria

Que tudo é importante 

Na hora em que ficam apenas as saudades 

 

O amor quando é de verdade

Bate bate coração 

Pele arrepiada, frio na barriga

É sentir aquele fogo da paixão 

Que invade a alma

Ansiedade que não acalma

Até sentir nos braços 

O calor dos abraços 

De quem se ama

 

Relatividade

12.08.25, MM

relatividade cópia.jpg

Observo tudo à mesma distância 

Bom Jesus, Sameiro, a lua

E no ar sinto a mesma fragrância 

Do teu perfume 

Que em mim acende este lume

Desejo insano de te deixar nua

De alma despida 

De corpo desnudado

Dançando de forma atrevida

Envolvências entre o profano e sagrado 

 

Observo tudo à mesma distância 

Entre a relatividade e a saudade

Ilusões de proximidade 

Fantasia

Quimera

E quem me dera

Que a distância não fosse uma utopia 

 

Observo o infinito 

Vejo, mas não o alcanço 

E em mim não habita o descanso 

Apenas uma alma em sobressalto

Um coração a transbordar 

Uma paixão ardente no meio do asfalto

Respiração ofegante

Sangue a fervilhar

Desejo sufocante

De em ti adormecer e acordar

Como um sonho de encantar

11.08.25, MM

sonho de encantar cópia.jpg

Já não consigo manipular a matéria 

Nem o sangue me fervilha em qualquer artéria 

Sou uma alma caminhando à deriva

Num corpo moribundo 

Falta-me as palavras, falta-me a saliva

Falta-me o beijo

E um sentimento profundo 

Que me mate este desejo

De tanto querer a tua boca

Na minha, pois claro 

Línguas entrelaçadas

Loucas, desvairadas

Ardências, urgências, convergências 

Ponto do meu ser

Centro do teu prazer

Eu em ti e tu em mim

Loucuras em lençóis de cetim

Sedução, paixão, ofegante respiração 

Exaustão, satisfação

E por fim

Abraçar, serenar

E em ti permanecer 

Doce adormecer

Como um sonho de encantar

Coragem de te querer

09.08.25, MM

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Talvez todo o mundo durma

Mas eu não consigo adormecer

De tanto pensar em ti

E pergunto-me 

Que loucura é essa

Que me faz enlouquecer 

Coisas que nunca senti

Este sentir de tanto te querer

 

O tempo passa

Não sei se veloz

Ou se passa devagar

Que destino atroz

Por mais que o tempo passe

Não te consigo esquecer 

E a vontade

Essa, teima em aumentar 

E a saudade

Essa, deixa-me sempre a chorar

 

O tempo foge-me por entre os dedos da mão 

Que tentação querer parar o universo

Mas nem sempre o que escrevo sai em verso

E o que sinto são estrofes da nossa canção 

Melodias embaladas em fantasias  

Aí coração, aí coração 

Tivesse eu a coragem, meu amor 

Resgatava-te desse teu mundo de infelicidade

Devolvia-te a vontade 

De voltares a ser feliz

E eu feito petiz 

Matava esta minha saudade 

De querer-te abraçar 

De querer-te beijar 

De tanto querer-te amar

Amizades especiais

03.08.25, MM

amizades especiais cópia.jpg

Há amizades que são coloridas 

De cores garridas

Que fazem bem ao corpo, ao coração 

Que deixam a alma mais leve 

De quem se atreve

A viver a vida com paixão 

 

Há amizades que são assim

Quentes, ardentes, eloquentes

Magia pura nas hipnotizantes noites de verão 

Conversas ao luar

Sem dar pelo tempo passar

Viajar, sonhar

Passeios à beira mar

Abraçar… ai abraçar!

Como sabem bem aqueles abraços intermináveis 

E a noite? Dizem que ainda é uma criança 

Vamos a mais uma dança?

Sensual, atrevida

Porque a vida quer-se divertida

Olhares de cumplicidade

Liberdade

Momentos partilhados a dois

Sem pensar no que virá depois

 

Há amizades assim

Sem julgamentos

Sem o peso dos dias cinzentos

Feitas de sorrisos, de risos, de perder o juízo

São assim as amizades especiais 

Sem vírgulas, sem reticências

Sem pontos finais