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Fragmentos de Miguel Moreno

recordações, paixões, aventuras de quem já viajou por todo o país... a vida é bela

Voar

28.07.25, MM

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Embarco no choro que me embala a vida

Soluços desconcertante numa alma sentida

Mais uma noite em que rogo ao universo

Pela tua presença 

Mas a voz que em mim ecoa parece louca

Prenúncios de uma anunciada sentença

De não te poder ter

Neste meu jeito de tanto te querer

Insanidades,veleidades, complexidades

Ai que saudades

Dos olhares embalados em harmonias

E no meu íntimo já imaginava outras fantasias

Toques na alma, no corpo, no coração

Noites intermináveis de paixão

Numa vida a dois

Viajando por outros sois

Mas voei alto de mais

Esquecendo-me que não tinha asas para voar

E tu não me pudeste amparar

Amizades

22.07.25, MM

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Dizem que as verdadeiras amizades

São feitas de pó de estrelas

Eternizadas desde os tempos primordiais

Sentimentos feitos de cumplicidades

Partilhando as historias mais belas

Escritas em papiros ancestrais

 

Dizem que as verdadeiras amizades

São corpos celestes em perfeita sintonia

Conversas fluidas com um simples olhar 

Segredos partilhados em confidencialidades

Que tiram peso, que geram harmonia

Anjos da guarda que nos fazem sonhar

 

Dizem que as verdadeiras amizades 

São assim, feita de amigos

Que quando se ausentam deixam saudades

Que são portos de abrigo

Que nos escutam com a alma

Que sentem, que não mentem

Que entendem, que compreendem 

Mesmo o que parece não ter compreensão 

São pessoas especiais que um dia

Fizeram morada no nosso coração 

Alquimia

20.07.25, MM

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Levo a minha vida em ciclos reiniciados

Chapa ganha, chapa gasta

E aquela vontade louca de gritar: basta!

 

Tento libertar-me dos círculos viciados 

Batalhas diárias que ouso enfrentar

Mentes vazias tentando me derrubar 

Incongruências, indulgência e outras proeminências 

Estados caóticos que em mim habitam 

Onde tento ser eu próprio 

Que impróprio 

Sociedade de consumo imediato 

Mas que chato

Não poder falar de sentimentos 

“É sinal de fraqueza”

Ui… que indelicadeza 

Perdoem-me se falo das coisas do coração

Se projeto o meu amor pelos meus filhos

Orgulhoso deles? Claro que sim! 

Mas para muitos, sou apenas um vaidoso

E o amor à pessoa amada?

Ui… isso é que não!

Falam-me de ilusão 

Peço perdão senhora alcoviteira 

Não quero que se sinta incomodada! 

Vidas vazias sem nada para fazer

Almas amarguradas sem qualquer prazer

Mas não desisto, insisto, persisto

E continuo a acreditar 

Nesse sentido puro de amar

Que muitos parecem esquecer

Para uns, meras utopias, fantasias

Mas para mim

É pura alquimia